Que Nova Iorque é o centro do mundo, até um lêmure sabe. Por isso mesmo, a cidade tornou-se um celeiro de personagens marcantes. Exemplo? As garotas superpoderosas e supervenenosas do post de hoje: Dorothy Parker e Fran Lebowitz, novaiorquinas da gema – de ovos comprados na Dean and Deluca, é claro, já que ambas são verdadeiramente sofisticadas.
Dorothy Parker chegou a Nova Iorque via Nova Jersey, e brilhou nos anos 20 do século passado. Foi uma das figuras centrais da clássica Round Table do Hotel Algonquin, lugar onde jornalistas e escritores – conhecidos tanto pelo talento quanto pela língua ferina – se encontravam para almoçar. O grupo seguia uma dieta rigorosa, à base de hectolitros de álcool e discussões memoráveis. Ms. Parker é autora de livros, peças de teatro e frases como “as mulheres e os elefantes não esquecem jamais”, uma verdade absoluta. Afirmava que dinheiro podia não comprar saúde, mas que não se incomodaria em viver numa cadeira de rodas cravejada de diamantes. Desprendida, exigia apenas três coisas dos seus homens: que fossem “bonitos, impiedosos… e burros”.
Se Dorothy Parker é uma Menina Má vintage, Fran Lebowitz está viva, muito viva, e trabalhando em Manhattan. Autora de diversos artigos e alguns livros divertidíssimos, ela incorpora à perfeição o espírito hipercrítico do seu habitat. Os comentários ácidos de Ms. Lebowitz abarcam desde a educação das crianças (não se deve perguntar o que querem comer, a menos que elas estejam pagando a conta) até os habitantes de terras exóticas, como Los Angeles. Um de seus muitos conselhos para os adolescentes é que se recusem a permanecer conscientes durante as aulas de álgebra – já que, na vida real, a álgebra não existe.
Fumante inveterada, Fran só usa roupas masculinas. É usuária dos bem-cortados ternos da tradicional Savile Row, de Londres, e foi considerada pela revista Vanity Fair uma das mulheres mais bem vestidas de 2007. Para ela “o amor romântico é uma doença mental, porém uma doença agradável. É uma droga que distorce a realidade, e esse é o ponto dele. Seria impossível se apaixonar por alguém que você enxerga de verdade”. Como disse Nelson Rodrigues (que temia, mas também amava as mulheres más), a inteligência pode ser acusada de tudo, menos de santa.
Dorothy Parker e Fran Lebowitz nunca foram lindas, mas têm fãs ardorosos e estilo de sobra. Conquistaram respeito, dinheiro e um lugar permanente no hall da fama da competitiva cidade de Nova Iorque. Milhares de beldades arrumadas cruzaram o caminho das duas e foram devidamente esquecidas, mas Parker e Lebowitz continuam apaixonantes. Dica do Dia de Madame Má: pense bem antes de torrar o seu rico dinheiro em bugingangas que vão te dar a impressão – muitas vezes errada – de estar na modinha. É mais negócio investir em neurônios de grife, pensamentos bem talhados e sinapses elegantes. Como Fran, Dorothy e os diamantes, eles são para sempre.
Sim, eu tenho um esmalte holográfico. Sim, ele é mesmo maravilhoso. ![]()
Agora que já matei um monte de gente de inveja, vamos aos fatos…
Ouvi falar pela primeira vez em esmalte holográfico quando li a respeito no Clube do Esmalte, da Capricho (peguei o link de alguém no twitter, mas não lembro de quem…). Fiquei louca de vontade de ver se realmente eles são toda essa explosão de cores nas unhas, mas sem vender no Brasil, como fazer? Só contando com alguém no exterior para comprar… e aí entrou em ação minha amiga Letícia Ono, que viu o link, também ficou louca por um holográfico e acionou uma verdadeira rede de contatos internacionais para conseguir um. Ela entrou em contato com uma amiga que estava na Suécia prestes a voltar pro Brasil e voilá! Alguns dias depois eu ganho de presente o meu tão desejado esmalte holográfico, o número 65 da Nfuoh (segundo o Lacquerized, a pronúncia é En Foo Ooh, mas vá saber).
Uma coisa sobre os holográficos é fato: você não consegue parar de olhar para as unhas enquanto está com ele! Hehehehe… as cores são tão lindas, o brilho é tão diferente que você fica simplesmente hipnotizada. É como se ele tivesse purpurina, mas fosse lisinho ao toque, não fica áspero como os de glitter. Além disso, nenhum glitter ou purpurina no universo teria o efeito de todas as cores do arco-íris (juro que não é exagero!) que ele tem quando está na luz. Fora da luz ele parece um esmalte azul quase normal, com brilhinhos, mas sem o tchans das cores.
Em compensação, três pontos negativos:
- Ele é bem difícil de passar. Conforme a manicure foi passando a 2a camada, ele foi “tirando” a camada de baixo, alguns pontos ficaram bem sem esmalte mesmo (que manicure tem paciência pra domar um esmalte complicado? quem tiver uma em Brasília pode me indicar!).
- Em 2 ou 3 dias as pontinhas já estavam lascadinhas, mesmo sem usar detergentes, produtos de beleza com ácido, filtro solar, nem nada parecido. Fiz um remendinho, mas ficou terrível (sou absolutamente incapaz de passar esmalte nas unhas).
- Na verdade não chega a ser um ponto negativo… mas é uma observação que eu tenho que fazer. A manicure, como de costume, passou um top coat extra brilho e secante (não lembro se foi o Avon ou o Colorama). Achei que deu uma boa quebrada no efeito holográfico das mil cores. Bons esmaltes importados costumam secar rápido, talvez o Nfuoh nem precise do top coat, mas eu sou tão atrapalhada que prefiro colocar, porque é frequente borrar o esmalte logo na saída da manicure. Também não testei com secante em spray para ver como fica. A Nfuoh tem uma base própria para os holográficos, que não usei. Talvez ela resolva os estes problemas, mas não acredito.
Falando em manicure, a que fez minha unha usando o Nfuoh disse que a única coisa que presta no esmalte é o cabo do pincel, que é muito lindinho, parece um corpete.
A Michèle, do Lacquerized, fez uma resenha sobre este esmalte em que ela pontua basicamente as mesmas coisas que eu. E ela tem uma foto tão absolutamente perfeita dele que eu nem vou me arriscar a fazer outra, porque certamente não vai ficar tão boa:
PS: O Lacquerized deveria ser proibido para brasileiras viciadas em esmalte, porque é TANTA coisa maravilhosa que ficamos com vontade de comprar e não vende por aqui…
A nossa convidada de hoje é a Adriana Goulart, minha grande amiga e uma das editoras do Stash (vejo os produtos de beauté que as meninas mostram lá e fico querendo comprar tuuuuuuuudo!). Ela vem para falar com a gente de um assunto super interessante: que roupas uma mulher com mais de 30 anos pode usar? O que você acha, Adri?
Essa dúvida tem me assolado cada vez mais (estou com 34 primaveras – rs). Nos últimos anos eu me dei conta de que finalmente estou confortável com o meu corpo (e comigo mesma) e tenho estabilidade financeira suficiente para investir em moda, o que inclui comprar mais roupas (e de marcas mais caras). Só que também bateu uma cruel realidade: tem coisas que ficam lindas em meninas de 20, mas em mulheres de 30 ficam ridículas (na melhor das hipóteses) ou vulgares (no pior caso). Só que eu também não quero me vestir como “vovó” né? E aí, o que dá, ou não, para usar depois dos 30?
Vou falar aqui dos parâmetros que eu uso tá? Não é minha intenção ficar ditando regras, principalmente porque eu não me considero “a” expert em nada e cada um sabe de si, do seu gosto, etc.
Acho que a primeira coisa, e talvez a mais importante, é você ter noção do seu corpo (peso, altura, proporções). Eu sou alta (1,75) e tenho um padrão de corpo europeu (pernas longas e finas, quadril estreito, pouca bunda, ombros largos e muito busto – rs). Não faço o tipo mignon, se é que vocês me entendem. Logo, pra mim não é uma opção usar roupas que remetam ao universo infantil ou teen, como camisetas com bichinhos, por exemplo. Mas se você se parece com a Carol aqui do Fashion Wishes (que é petite) da para arriscar um pouco mais. Agora, tem coisas que, na minha humilde opinião, não ficam bem em ninguém com mais de 30 (e em alguns casos, se você já passou dos 12, também vale a pena evitar). São elas:
- Blusas com manguinha bufante: voltou a moda com força total, mas só ficam bem em crianças mesmo (aliás, o que não fica bem em criança?). Se você tem costas largas então, é quase um suicídio fashion.
- Detalhes tipo lacinhos, frufrus, presilhas “fofas”, pulseirinhas de plástico colorido ou penduricalhos em bolsas (sim, ainda tem gente que usa, e não, não estou falando dos enfeites de algumas bolsas Louis Vuitton): na dúvida, doe para o pré-adolescente mais próximo.
- Macaquinho de perna curta (os de calça comprida eu acho chique): esses também voltaram a moda e eu confesso que tenho um, que ainda não tive coragem de usar por medo de parecer retardada. Sabem aquele visual do Kiko do Chaves? Meio por aí…
- Blusa curta, com a barriga de fora: ainda vou entender como essa moda bizarra dos anos 80 voltou na última temporada de desfiles. E não, não importa se você tem barriga tanquinho. Barriga de fora não favorece ninguém que não esteja na praia.
- Sutiã colorido aparecendo por baixo de camiseta podrinha: isso ainda está na moda (sabe-se lá como). Em meninas de 20 anos pode até ser “fashion”, mas em quem tem mais de 30 fica vulgar, e só.
- Calça de cintura baixa: sem comentários, né?
- Mochila: outro acessório que voltou a moda. Esse da para usar, desde que você reserve para ocasiões extremamente informais. E não, não interessa se a mochila em questão é da última coleção da Prada – rs.
- Mini-saia: essa é controversa. Eu tenho pernas boas (modéstia a parte – rs), mas evito saias ou vestidos muito curtos porque acho vulgar. Eu uso a seguinte regra: se eu sentar vai aparecer a calcinha?
- Maquiagem: essa é a minha área de expertise e não vejo muitas restrições, apenas evitar qualquer produto com glitter…
- Cabelo “mal pintado”: está na moda? Sim. Ficou legal na Drew Barrymore? Ficou. Mas lembre-se: você não é a Drew Barrymore. Em pessoas comuns cabelo multicolrido parece simplesmente desleixo.
E vocês, o que usam e o que não usam de jeito nenhum?
Agora além da participação especialíssima de Madame Má também teremos as Coisas da Clau rolando por aqui… Clau é uma grande amiga de longa data e foi desde sempre minha consultora para assuntos fashion (e se eu pudesse ela seria também minha personal maquiadora). Seja bem-vinda!
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Olá! Tenho acompanhado de perto este blog desde antes dele nascer e agora fui convidada a conversar com vocês de vez em quando. Quanta honra! Espero que gostem!
Hoje vamos falar sobre o atendimento preconceituoso de algumas lojas. Sabe aquela loja onde você entra e as vendedoras te olham de cima abaixo, medindo se você tem o direito de estar ali? Avaliam sua roupa, seu cabelo, a marca da sua bolsa e se você não estiver dentro do padrão que eles considerem aceitável, prepare-se para ser ignorado solenemente ou tratado com todo o desdém do mundo. Isso já aconteceu com mais alguém ou só acontece comigo?
Lembro de uma vez quando estava com uma amiga no Rio Sul fazendo compras e entramos na Forum assim que chegamos ao shopping. Éramos universitárias, naquele look básico de calça jeans, camiseta e tênis, bem largadinhas. Olhamos a loja e ninguém nos deu a mínima. Minha colega foi perguntar alguma coisa à vendedora e ela mal nos respondeu, com uma mega cara de nojo. Saímos da loja indignadas e resolvemos fazer um teste: fomos fazer nossas comprinhas (compramos várias coisas em lojas “legais”), inclusive presentes pois era semana do Dia das Mães, e voltamos à mesma loja mais tarde, agora carregadas de sacolas chiques. Assim que entramos na loja um vendedor veio nos atender todo solícito, se ofereceu inclusive para guardar nossas sacolas enquanto olhávamos a loja. Compramos calças jeans e camisas e a tal vendedora do início da história ficou olhando de longe (e provavelmente pensando na comissão perdida).
Eu particularmente acho esse tipo de comportamento inadmissível num vendedor e isso é recorrente em alguns lugares, alguns nem tão caros ou elitizados assim. Felizmente isto não é regra, já fui muito bem recebida e atendida na H. Stern, por exemplo, estando de bermuda e havaiana. Mas volta e meia me deparo com esse tipo de situação, às vezes como testemunha do mau atendimento a outros clientes que não se encaixam no perfil do consumidor da marca. Isso me causa uma enorme indignação e se hoje isso acontece comigo, dificilmente botarei meus pezinhos novamente lá. Faço igual à Carlota Joaquina: bato os meus sapatinhos na porta pra não levar da loja nem o pó!
Quem não sofre com olheiras que atire o primeiro pote de corretivo! Impossível né? Mas confesso que sou muito cética em relação a produtos para a área dos olhos – já começo achando tudo embromation, talvez porque o primeiro que usei, indicado pelo dermatologista (o Capture Eye Creme, da Dior), eu simplesmente de-tes-tei.
Mas a esperança é a última que morre, sabe como é, ouvimos falar de um lançamento maravilhoso e já vamos atrás pra testar. Ainda mais quando rola de ser por um precinho camarada, quando alguém traz de fora para a gente. Foi o meu caso com o All About Eyes Serum De-Puffing Eye Massage (nada com um nome desses pode ser ruim!), mas um dos meus desejos de beauté vindos do Stash.
A ideia do produto é genial: é um hidratante em roll-on que tem uma sensação bem geladinha (li relatos em blogs de mulheres que guardam na geladeira para potencializar isso, mas acho meio exagero), com a proposta de clarear imediatamente a pele (olhos de panda ou de guaxinim no more!) e ajudar a reduzir o inchaço também.
Não vou dizer que faz milagre, porque é claro que nada faz milagre. Mas o efeito é bem bonzinho, a cafeína e o toque gelado devem promover uma contração da circulação bem rapidamente, porque de fato ilumina a pele (mas é claro que ao longo do dia o efeito passa). O bom é que a embalagem é bem portátil, então dá pra deixar na bolsa e usar sempre que precisar dar um up.
Outra coisa bacana é que o hidratante é um gel bem fininho e leve, não oleoso e próprio para todos os tipos de pele. Mesmo em torno dos olhos tenho a pele mais oleosa, então cremes mais untuosos acabam me incomodando. Não tive em nenhum momento com o All About Eyes esta impressão, muito pelo contrário, achei um toque bastante agradável.
Recomendo. Para quem puder trazer do exterior, ele custa US$25,50 (foi quanto paguei na Sephora). Aqui no Brasil sai em torno de R$140,00.
Seis vestidos com muita história – no Adoro Jóias vocêe só tem seis vestidos, mas na exposição De Hollywood para a Moda, no Iguatemi de São Paulo (até o dia 30 de agosto), tem muito mais!
Decor8blog.com – já recebi alguns pedidos de indicação de blog de decoração e o Decor8 é um que eu amo! Não dá pra selecionar “o melhor” post, tudo é lindinho demais. Mil inspirações pra levarmos pra nossa casa.
Short de couro – primeiro desejamos jaquetas, depois saias, vestidos, calças… agora shorts de couro!
Tipos de tecido e o efeito de cada um deles – super bacana essa tabela que a Helô do Sanduíche de Algodão preparou para a gente. Quer saber como é o caimento de um tecido? Confere lá. Pra deixar nos bookmarks!
Impala Primavera/Verão 2011 – Coleção Floral – já viram no Unha Bonita o que a Impala preparou para o verão? Candy colors, claro. Pessoalmente eu prefiro um esmaltão escuro, mas tem momentos em que um coloridinho pastel cai bem.
Na qualidade de quem gosta de literatura e de moda, acabo comprando (ou ganhando do noivo) tudo quanto é livro relaionado ao assunto. Duas recentes aquisições da minha biblioteca fashion foram Dispa-me! O que nossa roupa diz sobre nós, de Catherine Joubert e Sarah Stern, e um lançamento de 2010 da editora Senac São Paulo, Moda & Inconsciente – olhar de uma psicanalista, de Pascale Navarri. As três autoras são psiquiatras e psicanalistas e ambos os livros tratam do mesmo assunto: a moda no divã.
Talvez eu deva fazer uma brevíssima explicação antes de prosseguir: eu detesto psicanálise freudiana, o que provavelmente influenciou minha opinião (negativa) sobre as obras.
Em Dispa-me!, Joubert e Stern abrem cada capítulo com um pequeno relato para em seguida se aprofundarem na psicanalização da história. A única coisa realmente interessante neste livro são justamente os infelizmente curtos casos; muito melhor do que as psicanalistas falando o que elas acham sobre os outros são as pessoas falando de si mesmas, de suas relações com as peças de roupa.
Não consigo lembrar quando começou, mas eu sempre que tenho algum problema de saúde mais ou menos sério ou que preciso fazer algum exame mais ou menos sério uso casacos de moletom. Não me perguntem, eu não sei explicar, é algo que eu faço sem pensar muito a respeito. Se eu fosse paciente das autoras de Dispa-me!, provavelmente elas estariam tentando construir alguma teoria complexa a respeito disso, como elas fazem ao falar de Pierre, um professor de filosofia que só se vestia de preto: Isso nos informa alguma coisa sobre a função específica da roupa preta: ao focalizar a atenção sobra um aspecto familiar (de contestação, luto, militância etc), ela desvia o olhar do resto, protegendo alguma coisa do sujeito. Ela o expões e esconde ao mesmo tempo. Portanto, a roupa preta atrai o outro pelo enigma que oferece ao seu olhar (por que essa pessoa está vestida de preto?), ao mesmo tempo em que o mantém à distância. Nesse sentido, a roupa preta suscita o desejo e dele se esconde simultaneamente, num movimento característico de histeria. E por aí seguem falando das razões para uma pessoa vestir preto: atitude de oposição ou revolta; renúncia em participar das festividades da vida desse mundo, pela sua associação com o luto; vontade de domínio e controle do corpo; por fim, melancolia – a roupa preta indica um vazio na vida do personagem. Mas hein? Vazio? Será que as autoras nunca ouviram falar de Madame Chanel? Será que elas, no desejo de escreverem sobre moda e sobre roupas pretas não pararam para estudar que o preto era um corante caríssimo, por isso por muito tempo restrito às classes mais abastadas, o que faz com que até hoje se associe roupa preta com elegância?
A autora de Moda & Inconsciente me pareceu menos pedante do que as duas primeiras. Mas o ranço psicanalítico a respeito de tudo na vida está todo lá, o que faz com que o livro seja bem chatinho. Segundo ela, a moda atualmente transforma mulheres em meninas assexuadas, cujo prazer maior não é o sexo com outra pessoa e sim a auto-admiração de seu corpo (psicanalista tem sempre que falar dessas coisas, não é mesmo?): Por meio da magreza, procuramos permanecer na juventude anterior à puberdade, período em que, fisiologicamente os caracteres sexuais se manifestam e, geralmente, os corpos femininos se arredondam. Tratar-se-ia de cultivar uma aparência ‘de antes’. E é evidente que o controle do peso, quando vai até a anorexia, é uma maneira ‘eficaz’ de lutar contra a puberdade: nada de formas ditas femininas, nada de menstruação, nenhum sinal de uma feminilidade que poderia extravasar, também nenhum indício de maternidade. Assim, a top model seria a representação de uma menina que se tornou mulher, mas que transmite a ilusão de não ter atravessado a puberdade.
Minha opinião é bem mercantilista: hoje em dia o que tem moda no meio, vende. Isso é um fato. E ninguém quer perder esse bonde. Então as psicanalistas fizeram livros bem psicanalíticos, com uma profusão de freudianismos nos seus textos, com reflexões razoavelmente superficiais acerca da moda em si. Vamos ter um best-seller se escrevermos um livro sobre moda? Então não importa se a gente falar mais sobre o que a gente entende, que é psicanálise.
Eu já tinha lido sobre “shampoo seco” e por um lado ficava curiosa pra testar, por outro achava que seria o maior embromation. Mas depois que vi no Stash que a Marie Claire UK indica como um dos 10 melhores produtos para levar em viagens, resolvi abrir meu coração e fazer a experiência com o Klorane Seboregulating Dry Shampoo com urtiga branca.
Confesso: decepcionei. A marca vende o produto como algo para que pessoas com cabelo oleoso possam usar para espaçar as lavagens. Para mim, não funcionou. Eu diria que é algo para ser usado em um momento em que o cabelo não esteja muito sujo ou oleoso, mas que você não terá mesmo tempo de lavar “com água”. E o “efeito” em algumas horas já sai: fiz o teste na hora do almoço, passei a tarde no ar condicionado (= sem suor) e no final do dia ele estava com um aspecto esquisito, pesadão, meio sem volume. E no dia seguinte tem que lavar de qualquer jeito, senão fica horrendo de sujinho. Só vale mesmo para momentos de muito desespero.
Uma observação, não sobre o produto, mas sobre a compra: quando me decidi por comprar, QUASE comprei em um conhecido site, mas antes de fechar a compra, pesquisei em outras lojas e consegui por um preço mais baixo e com frete grátis. Devemos sempre comprar preços e condições de frete e parcelamento antes de cair na tentação da compra online. Às vezes conseguimos economizar uns bons trocados.
PS: A Lu, do Chata de Galocha, testou e adorou. Como todo produto de beleza, só experimentando para saber como vai reagir no seu cabelo ou na sua pele.
Nossa amiga Madame Má já falou dela, ao citá-la como anti-exemplo de bagaceira-chique. Eu mesma já tive minha fase de “tenho horror dessa perua”. Mas, depois de ler a matéria da RG Vogue de julho, sou obrigada a confessar: comecei a ter simpatias pela Paris Hilton. Que atire o primeiro gloss quem leu a chamada da matéria (“Só se vive uma vez. Seja bem-vindo ao fabuloso mundo pink de Paris Hilton”) sem pensar em coisas tipo “ah se eu pudesse e meu dinheiro desse…”.
Tá, Paris não deixará para as próximas gerações nenhum bom exemplo: patricinha, fútil, “estrela” de um filme pornô caseiro gravado por um então namorado que vazou na internet, “autora” (ou não) de um best seller sobre como ser Paris Hilton em algumas lições, modelo, empresária de si mesma e rica, muuuuuuuuuuuito rica.
Sim, ela é fruto da cultura pop, da era das celebridades instantâneas, do sucesso mais curto do que o limite de caracteres do twitter. E ela tem algo que todos nós queremos (não falo dos zilhões de dólares nem do sobrenome de família importante americana): Paris é feliz, gosta de si mesma e mata as pessoas (eu deveria dizer as mulheres?) de inveja.
Ora, ora, ora, vamos assumir: a gente só esculacha tanto assim com ela porque ELA é ela; se NÓS fôssemos ela, a gente até sublimava as besteiradas todas que ela apronta – quem não queria, lá no fundinho, ter a vida de estrela de Paris Hilton? Cansei de ser blasê e de negar: eu a-do-ra-ri-a.


















